Vida surgiu na terra 3,2 milhões de anos mais cedo do que se pensava

As montanhas de Barberton no nordeste da África do Sul são cobertas por pastagens rochosas; estas colinas são feitas pelas rochas mais antigas da Terra (3,2 - 3,5 bilhões de anos).  Local onde foi feita a descoberta. Crédito da imagem Sami Nabhan / FSU Jena
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A vida surgiu na terra pelo menos 300 milhões de anos mais cedo do que até agora se pensava. É o que nos sugere um estudo realizado por cientistas de Berlim, na Alemanha. A equipe liderada por Sami Nabhan da “Freie Universität Berlin” estudou antigas formações rochosas da África do Sul e chegou a esta conclusão.

As rochas agora estudadas são formações das mais antigas conhecidas na Terra, com uma formação que remonta a 3,5 mil milhões de anos. Numa camada que foi datado com 3,22 mil milhões de anos, minúsculos grãos de sulfeto de ferro foram descobertos, um mineral que transporta consigo vestígios de micróbios, o que testemunha, segundo esta equipa de investigadores, sinais indicadores de vida.

A composição da rocha, a forma dos cristais, e a estratificação visível no campo, constituem os indicadores utilizados pela equipa para chegar a esta hipótese indicativa de que que a sequência das rochas estudadas derivaram de um perfil muito antigo do solo, mais precisamente de uma camada de um paleossolo que foi desenvolvido a partir de uma inundação de um rio que atravessava uma planície há cerca de 3,22 mil milhões de anos.

Os dados de campo recolhidos durante este estudo resultou na identificação vestigial de micróbios relacionados com um rio que transportou o sedimento que continha os cristais de sulfeto de ferro.

Com base nessas evidências, os cientistas concluem neste seu estudo, publicado na revista Geology  , que foram encontradas evidências de atividade biológica na terra nesta data muito precoce. Esta pesquisa faz assim recuar a data para a mais antiga evidência de vida na terra em cerca de 300 milhões anos do que o anteriormente documentado.

Referência: Biogenic overgrowth on detrital pyrite in ca. 3.2 Ga Archean paleosols.
Sami Nabhan, Michael Wiedenbeck, Ralf Milke, Christoph Heubeck.
Doi. org / 10. 1130 / G38090 .
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