O exemplo que vem do Líbano

Foto: EUO © OCEANA 20161023 Hacelia attenuata
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Cientistas que estudam o mar profundo do Líbano descobriram mais de 200 espécies marinhas a uma profundidade de 1.050 metros. O Líbano ganha assim importância na conservação marinha no Médio Oriente.

O projecto resulta de um pedido do Ministro do Ambiente sobre a sua estratégia de Áreas Marinhas Protegidas. É baseado num modelo científico de dados que são compilados e analisados pelos parceiros do projecto: Oceana IUCN  e UNEP / MAP-RAC / SPA  em nome do Ministério do Meio Ambiente do Líbano , com o apoio do CNRS-L CGPM  e ACCOBAMS . O projeto é financiado pela Fundação MAVA  .

expedição   usou um robô submarino (ROV) que investigou áreas como profundidades até 1.050 metros . O trabalho dos Cientistas focou-se num sistema de canhões submarinos considerados como os mais complexos do mar Mediterrâneo, e também explorou outras áreas profundas. Os resultados servem agora para definir áreas que merecem ser protegidos e fornecer orientações ao Governo libanês para gerir estes valiosos ecossistemas.

“O empenho demonstrado pelo Líbano para estudar e proteger a sua vida marinha mais profunda é um grande exemplo para a conservação marinha do Sudeste do Mediterrâneo. O trabalho conjunto do governo libanês, dos cientistas locais e de organizações internacionais constitui um enorme passo no sentido de proteger este meio tão vulnerável. A Oceana, a maior organização internacional que foi criada com o objetivo de proteger os oceanos em todo o mundo, espera que outros países enveredem pelo mesmo caminho ” , diz Lasse Gustavsson, diretor executivo da Oceana na Europa.

A expedição tem mostrado que o Líbano é a casa de espécies marinhas únicas que merecem um cuidados projeto de proteção. Os cientistas ficaram particularmente impressionados com um grande “jardim” de corais descoberto a 80 metros de profundidade, além de uma outra área onde foi avistada uma bonita variedade de esponjas.

Também surgiram algumas espécies inesperadas, como , por exemplo, 0 “Dipturus oxyrinchus”, que é visto pela primeira vez no mar levantino e o “Etmopterus pusillus”, sendo este o primeiro registo desta espécie no Mediterrâneo.

Foto: EUO © OCEANA 20161023 Hacelia attenuata 

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